A Descoberta

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O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos. O Transtorno do Espectro Autista, TEA, tem essas três características que são essenciais para o diagnóstico. Ainda que os sintomas variem de caso a caso, esses elementos são determinantes para realizar o diagnóstico

A descoberta

 

Entrevista com Josiane Soares, autista e psicóloga

 

       Um texto dedicado aos jovens e adultos recém-diagnosticadas dentro do espectro autista

 

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos. O Transtorno do Espectro Autista, TEA, tem essas três características que são essenciais para o diagnóstico. Ainda que os sintomas variem de caso a caso, esses elementos são determinantes para realizar o diagnóstico.

Mas diagnosticar corretamente o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ser considerado algo complexo, já que não é um transtorno que existe um sinal físico, seja no formato do rosto ou na pele, que diferencie quem tem a condição de quem não tem. Além disso, não há exame laboratorial ou de imagem que confirme o distúrbio.

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é apenas clínico isso significa que, para certificar se uma pessoa tem autismo, é preciso observar o comportamento do paciente e analisar informações coletadas com as pessoas que convivem com ele e com o auxílio de questionários e protocolados. O autismo é um espectro amplo e muitas pessoas se encaixam no que é conhecido como autismo leve como era chamado anteriormente Síndrome de Asperger.

Nestes casos, os sinais são mais sutis e demoram mais para serem diagnosticados, pois  costumam ser confundidos com outros comportamentos ou depressão, ansiedade generalizada e fobia social, etc.

A partir do momento que se constata características do TEA, é hora de consultar um especialista para confirmar o diagnostico.

A conscientização do autismo por parte de profissionais da área de saúde, mães de autistas e inclusive os próprios autistas adultos vem ajudando imensamente e contribuindo com informações sobre o autismo e assim aumentando o alcance destas informações para o público.

Atualmente existe um podcast feito apenas por adultos com autismo, liderado pelo jornalista Tiago Abreu e outros integrantes como Willian Chimura, programador, palestrante e autista .

O podcast Introvertendo recebeu o prêmio em 2020 pela Apple Poscasts entre um dos melhores podcasts do ano.

No Instagram, por exemplo, encontramos milhares de perfis de profissionais e mãe de autistas um deles é da Fátima de Kant @fatimadekant, escritora de textos, mãe do Edinho (autista),  especialista em autismo e desenvolvimento, ativista pela causa do autismo, participa também da pagina comunidade pró-autismo no facebook.

Os perfis de autistas adultos são inúmeros, vou citar alguns: @ligadosautistas, @aspiesincero @espectrandoconsciente, @psi. Josianesoares, @autistafalandodeautismo, essa página em especial além de divulgar conteúdo relevante sobre autismo, o administrador Pedro Jailson é um dos idealizadores unido a Psicóloga Daniela Mattei pela criação da clínica TerapeuTEAr, especializada em diagnósticos e atendimento de autistas adultos e neurodiversos, além de oferecer atendimento remoto (online) e presencial, está localizada em São Bernardo do Campo - SP.

Em relação a publicações de livros que abordam o tema autismo, vou indicar aqui alguns da minha coleção e que valem a pena serem lidos: “Abraço” da autora Maria Julia da Silva Varela, “Menina Aspie” da autora Michelle Malab, Pelos Olhos de um Autista – Dicas para professores! Autor Guilherme Vinicius Lima Barroso, Neurodivergentes do autor Victor Mendonça e lançamento dos livros estilo Comics books: Sou Autista e Agora? E o outro Meu amigo cérebro excelente leitura, para quem está aprendendo sobre autismo, da minha amiga e escritora Camila Batista @meuamigocerebro.

Em comemoração ao dia 02 de Abril que celebra a conscientização do autismo ao redor do mundo Escrevi este texto, para os recém-diagnosticados dentro do espectro autista e entrevistei a querida Josiane Soares, psicóloga do desenvolvimento infantil e ativista e autista.

Josiane em qual idade você recebeu seu diagnostico ?

Meu diagnóstico ficou aberto da infância até a vida adulta. Foi fechado formalmente aos 22 anos.

Quais foram sentimentos emergiram , momento que você descobriu está dentro espectro autista?

No primeiro momento fiquei em luto, pois, sempre imitei comportamento para igualar-me aos outros. Posteriormente descobri grupos como a @ligadosautistas e fui muito bem acolhida.

Qual foi à reação dos seus familiares e amigos ao saberem sobre seu diagnostico e como eles te tratam atualmente?

Reação resposta. eu diferente, apenas agora entendem melhor o

Em sua opinião psicoeducação ajuda no processo terapêutico? Se sim indique algumas fontes.

- Psicoeducação é essencial para qualquer pessoa, sendo autista ou não. IG: @ValquiriaRamos, @maletade_autismos, @teaemfamilia 

@tea_jujuliaefamilia.

Em relação ao preconceito que infelizmente a sociedade ainda apresenta em relação ao autismo. Como você lida com isto?

Sou ativista da saúde mental e ajudo nos projetos e na montagem de informações, bem como divulgo o que fazer em caso de sofre capacitismo.

E para finalizar, mande uma mensagem para adultos e jovens recém-diagnosticados dentro do espectro autista:

Faço das palavras da Frida Kahlo às minhas "Eu costumava achar que eu era a pessoa mais estranha do mundo, mas aí eu pensei: tem que ter alguém como eu, que se sinta bizarra e imperfeita, da mesma maneira como eu me sinto. E eu imaginava esta pessoa, imaginava que ela também estivesse lá pensando em mim. Bom, espero que se você for essa pessoa e estiver lendo isto, saiba que sim, é verdade, estou aqui! Sou estranha como você".

 

Josiane Soares, Psicóloga do desenvolvimento infantil e ativista e  autista.

Foto autorizada apenas para publicação neste artigo.

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